As Claras 

Por fazer cultos em casa, pastor poderá ter a casa demolida





17/6/2020

A realização de cultos domésticos na Rússia pode ter um preço muito alto, tendo em vista que pessoas que não seguem a Igreja Ortodoxa do país são consideradas por muitos como “traidoras” e ligadas aos países ocidentais. Um pastor local sabe disso muito bem.

Isso porque o pastor se tornou alvo de ameaças, após realizar cultos em sua própria residência. A prefeitura de onde vive Vitaliy Bak entrou com uma ação e pediu ao tribunal local, em Novorossiysk, que ordenasse a demolição da casa.

Na residência vivem várias pessoas e o pastor não terá para onde ir, caso a medida de intolerância seja aplicada, tudo isso por simplesmente fazer cultos domésticos dentro do próprio lar.

“As autoridades locais parecem usar as leis para proibir reuniões religiosas em casas particulares. No entanto, de acordo com a legislação russa atual, as comunidades com apenas status de grupo religioso não podem possuir propriedades e, portanto, não têm outra opção a não ser se reunir em edifícios residenciais”, diz um comunicado da organização Portas Abertas.

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A entidade missionária pontuou que este parece um acaso atípico, mas suficiente para chamar atenção sobre a necessidade de proteção da liberdade de culto dos cristãos que não seguem a Igreja Ortodoxa Russa, como o pastor Vitaliy Bak.

“Felizmente, esse é o único incidente desse tipo registrado até agora. Porém, não teve um desenvolvimento promissor”, disse um consultor da Portas Abertas. A casa do pastor já havia sido interditada em julho de 2019 por causa das mesmas acusações, segundo a ADF International.

“Ninguém deve ser perseguido por causa de sua fé. Todo mundo tem o direito fundamental de escolher sua religião e praticá-la sozinha e com os outros, em público e em privado. O processo para ordenar Vitaliy Bak demolir sua própria propriedade vem além de ataques anteriores e fechamentos forçados”, disse Felix Böllmann, principal consultor jurídico do pastor, o qual lhe representa no Tribunal Europeu de Direitos Humanos.

Fonte: Tiago CHAGAS


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