As Claras 

Witzel evita dar prazo para normalização da água no Rio





1/2/2020

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, evitou dar um novo prazo para a normalização da qualidade da água servida a cerca de 9 milhões de moradores da Região Metropolitana. No último dia 22, ele disse que a água, que está saindo das torneiras com gosto de terra, seria normalizada dentro de uma semana, prazo que se encerrou sem que o problema tenha sido solucionado.

Questionado, nesta quinta-feira (30), quando a água voltaria a ser normalizada, o governador não deu prazo e disse que perguntaria para os químicos que estão tratando do assunto. “Eu não sou químico, vou perguntar para eles. [Quem me deu o prazo] foi o químico, eu só reproduzi o que ele falou. [Sobre um novo prazo] vou perguntar para ele”, disse Witzel.

O governador negou intenção de demitir o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Hélio Cabral, e elogiou o seu trabalho à frente da estatal, responsável pelo fornecimento de água da maior parte da população do estado.

“Nós assumimos o governo do estado com vários desafios na área do saneamento. Um deles é a universalização, que é o maior deles. Encontramos uma companhia com inúmeros problemas, não um, nem dois, nem três. A missão do Hélio é tornar a companhia eficiente para que o leilão [de privatização] de outubro seja atrativo. Ele iniciou um processo de organização. O nome dele foi escolhido pelo Conselho de Administração. O conselho tem avaliado positivamente todas as ações que foram realizadas. A Cedae não foi construída no dia 1º de janeiro de 2019”, disse Witzel.

As últimas ações para regularizar a qualidade da água foram o acréscimo de carvão ativado e de argila ionizada para combater a proliferação de bactérias e algas que produzem a geosmina, composto orgânico resultante da reprodução descontrolada desses organismos. A presença da geosmina seria a responsável pelo mau gosto na água distribuída pela Cedae.

Witzel falou com a imprensa durante a apresentação do plano Comunidade Cidade, no Palácio Guanabara, que prevê a reurbanização de comunidades, incluindo alargamento de ruas, saneamento urbano e construção de imóveis populares. A primeira comunidade a ser beneficiada será a Rocinha.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: Agência Brasil


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