As Claras 

Superexposição pode destruir carreiras sólidas, diz empresário





10/9/2019

a biografia Caçador de Talentos. O livro está sendo escrito por Arnaldo Bloch e será lançado em maio de 2020. A obra, segundo ele, apresentará uma visão completa do mercado, dos profissionais e vai homenagear grandes artistas. Tudo entrelaçado com a trajetória do empresário, que tem muita história para contar.

Na adolescência, Montenegro queria ser médico, mas não passou na universidade federal e resolveu dar uma virada no projeto de vida. Apaixonado pela arte, percebeu que era uma pessoa da comunicação.

Ainda na faculdade, começou a estagiar numa produtora de vídeo institucional. Aprendeu noções de câmera, edição, direção, produção e roteiro, identificando-se imediatamente com a produção. Com a ânsia de aprender mais, deixou de ter carteira de trabalho assinada para estagiar no programa ‘Pequenas Empresas, Grandes Negócios", que está no ar até hoje.

Decidiu seguir a carreira de produtor teatral, com apenas 19 anos. “Era a minha alma, o meu desejo. Até que tive a felicidade, em 1990, de conhecer o Wolf Maia e nós montamos a Companhia do Lobo”, lembra. Logo fez sucesso e ganhou o Prêmio de Melhor Produtor do Ano com o musical Blue Jeans. Lançou artistas como Fábio Assunção, Maurício Mattar, Alexandre Frota. “Foi um estouro, no Brasil não havia essa tradição de fazer grandes musicais no teatro”.

Produziu outros musicais e conquistou mais premiações. Foi quando conheceu Nilson Raman, empresário da cantora Bibi Ferreira, que começou a agenciar artistas. A atriz Nathalia Timberg foi a primeira cliente. “Nathalia é madrinha do escritório e ela apostou a vida inteira em mim, como ninguém. Acabei de fazer a grande festa dos 90 anos dela com muito orgulho, né? Orgulho em todos os sentidos. Pela nossa grande história, pela nossa trajetória de amizade e por ela chegar aos 90 anos fazendo TV e teatro”.

Montenegro ainda encontra tempo para fazer eventos sociais e ajudar a Casa dos Artistas. Foi assim, por exemplo, que comemorou seus 50 anos, em fevereiro. Ele diz que a doação pode ser de objetos, de prestação de serviço, do que a pessoa puder oferecer. “Não dá para você cobrar tudo do Poder Público. Se todo mundo fizer um pouquinho, o mundo vai ser muito mais fácil de viver”, afirma.

Edição: Graça Adjuto

Fonte:  Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil


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