As Claras 

O caso dos hackers e do que está vindo sobre as relações entre o ex-juiz Sérgio Moro





13/6/2019

Foto: EBC

Meus caros leitores, não foi uma quinta-feira trágica ou de tsunami como alguns estão querendo alardear com pelo menos os três fatos mais significativos, novos dados sobre a invasão pelos hackers dos telefones de procuradores e do juiz Sérgio Moro, o relatório do deputado Samuel Moreira na Comissão Especial da Reforma da Previdência e a demissão do Ministro Santos Cruz da Secretaria de Governo.

O caso dos hackers e do que está vindo sobre as relações entre o ex-juiz Sérgio Moro e os procuradores e Ministério Público na Operação Lava Jato é o típico caso de imolarem o carteiro. Os fatos comprovaram que havia uma roubalheira generalizada comandada inclusive de dentro do Palácio do Planalto e que foi denunciada, apurada, julgada e punida.

Na maioria, peixes graúdos que jamais se poderia supor que cairiam em alguma rede. Nem os próprios imaginaram. Mas caíram. Querer punir quem manuseou as redes e fez uma pescaria que, afora os envolvidos, todos agradecem, é uma insanidade. Mas há quem caia nesta armadilha.

Punir Moro, Dallagnol e outros por atuação não tão ortodoxa como deveria, é fazer o jogo dos que tem razões para isso, os que foram presos e outros que estão à caminho. Simples.

Com relação ao relatório de Samuel Moreira na Comissão Especial da Reforma da Previdência, não é aquele desastre que se supõe.

É evidente que excluir estados e municípios dela é um fisiologismo. É como legislar em causa própria afinal, a maioria dos estados e municípios estão na penúria porque seus governantes, desde há muito, foram lenientes com a demagogia, o desleixo com as contas públicas. Incharam suas folhas com apaniguados,cumpanhêros e quebraram suas finanças.

Mexer na idade mínima para mulheres, professoras principalmente e aliviar com trabalhadores rurais e os beneficiários do Serviço Continuado, era até esperado. Pode não ser a Reforma necessária, mas é a possível.

Mas quando o melhor não é feito em razão do interesse pessoal de suas excelências parlamentares, é inadmissível. Com relação ao último item, a demissão do general Santos Cruz da Secretaria de Governo, era a crônica de uma morte anunciada.

Aqui mesmo alertei várias vezes de que a selva da política e da comunicação era muito diferente daquela que o general tinha enfrentado com bravura e galhardia. Não faltaram sinais emitidos e nem sugestões para evitar problemas. Enfrentar Olavo de Carvalho e comprar briga com a família Bolsonaro foram apenas alguns dos equívocos.

O general que vai substituir Santos Cruz, tem outro perfil e é de reconhecida capacidade de diálogo. Deve levar para sua equipe quem possa ajudá-lo a entrar nesta selva de reconhecida periculosidade. E ouvi-los. Nada fácil mas nem tão difícil.


Direto de Brasília,


Fonte: José Woitechumas


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