As Claras 

Após ataques com 29 mortos, cristãos estão fugindo para evitar execução em Burkina Faso





13/6/2019

A intensidade da perseguição religiosa aos cristãos de Burkina Faso tem levado muitos fiéis a fugirem de suas casas para salvarem suas vidas. Dois ataques recentes de autoria de extremistas muçulmanos deixaram 29 mortos.

A entidade cristã de auxílio aos cristãos perseguidos Barnabas Fund informou que 19 pessoas foram assassinadas na cidade de Arbinda no último domingo, 09 de junho, e há relatos de outros dez mortos na província vizinha de Namentenga, na segunda-feira.

“Não há mais cristãos nesta cidade [Arbinda]”, disse um contato do Barnabas Fund. Ele acrescentou que 19 pessoas foram mortas e que toda a população de cristãos fugiu para garantir sua segurança.

“Está provado que eles estavam procurando por cristãos. Famílias que escondem cristãos são mortas. Arbinda havia perdido no total nada menos que 100 pessoas em seis meses”, acrescentou a testemunha.

Um servidor público local concedeu entrevista à agência France Presse (AFP) e afirmou que “várias dezenas de homens armados realizaram um ataque ao distrito de Arbinda, matando várias pessoas”.

Os contatos locais da Barnabas Fund relataram ainda que 82 pastores e 1.145 cristãos, de 151 famílias, estavam fugindo de diferentes locais no norte de Burkina Faso. Os últimos ataques foram o quinto (no domingo) e o sexto (na segunda) ao longo das últimas seis semanas. As quatro atrocidades anteriores deixaram um total de 20 mortos.

A violência assassina dos militantes islâmicos começou em 28 de abril em Silgadji, quando o atirador cercou um pastor, seu filho e quatro membros de sua congregação e exigiu que negassem sua fé cristã e se convertessem ao islamismo. Quando eles se recusaram, foram executados um a um.

Depois dos assassinatos de domingo, a testemunha que atua como contato da entidade assistencial pediu oração. “Eu sei que você está orando pelas nações em dificuldades, incluindo Burkina Faso. E, por favor, continue fazendo isso”, disse ele.

Fonte: Thiago Chagas para Gospel+


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