As Claras 

É evidente que o namoro entre o governo e o Congresso esta estremecido.





12/6/2019

Foto: EBC

Meus caros leitores, é evidente que o namoro entre o governo e o Congresso estava estremecido. Ficou claro isto nas relações feitas no Dia dos Namorados. Pode até ser uma briga casual, mas existe uma mágoa evidente, que se transforma em ressentimento e daí para a rejeição.

Foi o que aconteceu ontem em pelo menos três decisões, sendo uma no Supremo Tribunal federal. Na Comissão de Constituição e Justiça um projeto que agradava o governo foi rejeitado, o decreto das armas. Já vinha se arrastando em mau humor com a matéria ontem materializado na rejeição.

O governo vai precisar se esforçar, e muito, para reverter tal situação. No Supremo Tribunal Federal maioria dos ministros (nove) decidiu suspender ao menos parte do decreto do governo Bolsonaro que prevê a extinção de órgãos colegiados como conselhos da administração pública federal.

O julgamento será retomado nesta quinta-feira. E para surpresa de muitos, inclusive a minha, pero no mucho, o relator da Comissão Especial decidiu não incluir Estados e Municípios na Reforma da Previdência.

A surpresa é porque o relator é do PSDB, o deputado Samuel Moreira e na terça o seu partido decidiu fechar questão em favor da Reforma e o governador João Dória, mobilizou governadores de 25 Estados e estes decidiram apoiar a reforma.

Há falta de sintonia entre o governador e o relator? Por acaso é um sinal de que as relações entre ambos estão também estremecidas e no dia dos namorados foi explicitado? Se isto prevalecer e for apoiado pela Comissão e depois no Plenário, o governo também terá prejuízo pois a economia desejada pelo Ministro Paulo Guedes será prejudicada.

É incrível que o aceno do governo em liberar recursos substanciosos após a aprovação da autorização para contrair empréstimo de 248 bilhões, um alívio significativo para as pretensões do governo mas que não sensibilizou o Congresso.

O sinal do relator da Comissão Especial da Reforma não é nada animador e mostra que a rebeldia é marca registrada nos partidos. Mas pode ser também que o pai da namorada esteja forçando para que o pretendente deixe claro que sua intenção é casamento e não simples noivado.

O namorado não parece mostrar muita disposição para isso. No caso Bolsonaro. Que estranhamente preferiu a companhia de Moro, Mourão, Paulo Guedes e a torcida do Flamengo num dia que não deveria ser para futebol.

Pode ser o sinal sobre muitas coisas. As do Congresso ficaram explícitas. E requerem mais cuidado e atenção. No mínimo. Sem contar que a sexta-feira não parece nada promissora.


Direto de Brasília,


Fonte: José Woitechumas


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