As Claras 

Quem destampou o bueiro da corrupção por onde escoaram os bilhões foi o juiz Moro





10/6/2019

Reprodução

Meus caros leitores, pode parecer inconsistência de conhecimento jurídico, e é, pois não sou jurista nem advogado, mas há questões que em conversa com quem é especialista, não ficam claras além das intenções políticas sobre revelações de conversas envolvendo o Ministro da Justiça e ex-juiz Sérgio Moro e o Ministério Público e especificamente com o Procurador Deltan Dallagnol.

É evidente que o fato ganha espaço e serve de munição a quem desde há muito deseja a eliminação do Ministro Moro. Não há nenhuma denúncia de que Moro tenha cometido alguma violência ou ato ilegal no exercício de sua função como Juiz Federal além de apurar e comprovar que houve um verdadeiro assalto ao país com corrupção desenfreada e roubos monumentais do dinheiro público. Alguma dúvida sobre isso?

Nunca na história deste país tantos bandidos do colarinho branco foram parar atrás das grades, inclusive um ex-presidente. E comprovadamente também sem nenhuma violação do estado democrático de direito.

Todos usaram e abusaram de recursos dos mais diversos. Alguns com notória comprovação de protelação. Mesmo com a atuação de advogados caríssimos, pagos não se sabe bem como além da suspeita de que o dinheiro para isso foi roubado de nós, e apoiados por algumas excelências de toga, a justiça foi e está sendo feita.

Estas denúncias baseadas em uma violação escancarada da privacidade de autoridades públicas, servem sim a este propósito, evitar que dirigentes e membros de organizações criminosas sejam presos ou permaneçam na cadeia.

E um dos grandes responsáveis para que o país pela primeira vez tivesse um protagonismo de coragem e desprendimento para executar a tarefa maldita, destampar o bueiro da corrupção e de mal feitos por onde escoaram os bilhões surrupiados desta pátria tão distraída foi o juiz Moro e as equipes da Lava Jato.

Sérgio Moro desde então é o troféu cobiçado por quem praticou os crimes investigados, apurados, julgados e seus responsáveis punidos. Não tenho embasamento para dizer se os organismos e as autoridades que desempenharam tão difícil e hercúlea tarefa não podiam traçar ações conjuntas. E nem que não poderiam conversar entre si.

O tamanho da tarefa que tinham pela frente exigiria esforço redobrado, triplicado e um número razoável de pessoas. Não se faz um trabalho desses com meia dúzia. E muito menos sem ações articuladas. Os bilhões já devolvidos aos cofres públicos, repatriados em razão das investigações e das condenações, não deixam dúvidas, a ação da Lava Jato foi benéfica ao país.

Condenar açodadamente baseado em informações coletadas criminosamente, não me parece um bom caminho.Cheira sim injustiça por quem serviu aos interesses do país. Não é desqualificar os acusadores, mas também não exijam que embarquemos numa farsa, numa estratégia cujos fins são duvidosos.

Execrar o juiz que deixou o tacão da lei balançando sob a cabeça de muitos que estão pendurados com a justiça e contar com aprendizes de feiticeiro para a consecução de suas intenções, é aventura que não vamos embarcar. Numa operação do tamanho da Lava Jato é evidente que equívocos e deslizes podem ter sido cometidos. Mas daí achar que corruptos e ladrões comprovados sejam inocentes, vai uma distância muito grande. Nossa inteligência merece um pouco mais de respeito. Resistir em nome dos bons, é preciso.


Direto de Brasília,


Fonte: José Woitechumas


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