As Claras 

Essa turma também tem que descer do palanque.





31/5/2019

Meus caros leitores, O Ministro Edson Fachin, do STF, rejeitou mais uma das artimanhas de Lula para confundir e nada explicar. Agora tinha levantado suspeição sobre o ex-juiz Sérgio Moro. Nem Fachin agüentou esta. Mas certamente que virão muitas outras. Lula esperneia mas continua preso.

Enquanto isso eu não entendi direito o empenho de Bolsonaro ou de Tóffoli de aparecerem juntos em eventos em que o magistrado evidentemente é estranho no ninho. Primeiro Tóffoli foi tomar café onde Bolsonaro, Rodrigo Maia, Presidente da Câmara e Davi Alcolumbre, Presidente do Senado, trataram de um possível pacto pela aprovação de matérias de interesse do governo e do país. Presença foi criticada por muita gente ligada à Justiça.

E ontem sem pertencer a bancada feminina da Câmara ou do Senado, convidada para uma reunião com o Presidente da República, lá estava novamente Tóffoli. O Presidente da República quem sabe para tentar justificar o estranho no ninho, disse que “era muito bom termos aqui a Justiça ao nosso lado”. Para o presidente não é ruim a presença do Presidente do Supremo ao seu lado. Mesmo que isso não tenha nenhum resultado prático se houver necessidade do governo se defender naquela Corte. Tóffoli certamente que deverá explicar tão inusitado compromisso.

Agora, meus caros amigos, o que os Procuradores do Rio Grande do Norte fizeram ontem é para matar a gente de vergonha. Em razão das confusões e polêmicas geradas por declarações do Ministro da Educação, Ricardo Weintraub, os procuradores entraram com uma ação civil pública pedindo indenização de 6 milhões para reparar os possíveis danos provocados pelas declarações do Ministro.

É evidente que não dá para concordar com muitas das esquisitices ditas pelo Ministro, mas daí o Ministério Público pedir indenização pecuniária por isso, é não ter o que fazer ou então poderiam se juntar a turma que fez gazeta ontem em horário normal de aulas ou trabalho, num movimento que pode até ser legítimo, mas para quem ficou quietinho durante anos e deixando a educação brasileira no estado que está, é no mínimo incoerente, descabido e extemporâneo.

Essa turma também tem que descer do palanque. E como todos sabem, a economia brasileira está sofrendo penosamente para se recuperar exatamente muito em razão do que foi feito nestes últimos anos.

E como se não houvesse oportunidade de discutir seriamente os problemas do país, como o desemprego e a estagnação econômica, o PL, partido sucedâneo do PR, apresentou uma proposta alternativa a do governo para a reforma da Previdência. Pode e é legítimo, mas convenhamos, há muitas outras maneiras de marcar posição. O mesmo se pode dizer da OAB insistindo em pressionar o STF para discutir a prisão após segunda instância. A entidade já foi menos aparelhada.

Direto de Brasília,


Fonte: José Woitechumas


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