As Claras 

Prisão mal feita, soltura conseqüente. Fato evidente. Mas significa apenas um alívio para o ex-presidente





14/5/2019

Foto: EBC

Meus caros leitores, com os presidentes da Câmara, do Senado e do STF voltando dos Estados Unidos nesta quarta-feira e o Presidente Jair Bolsonaro com uma comitiva eclética partindo ontem à noite para o mesmo destino, só em Estado diferente, parece que não permanecerá só o desencontro de rotas, da solução dos problemas também. Bolsonaro leva uma comitiva eclética, inclusive de quem não poderá sentar ao lado de outro.

No mesmo vôo mas com posições e certamente, assentos diferentes. Falo do deputado Marco Feliciano, do Podemos de São Paulo, que já pediu o impeachment do vice Hamilton Mourão e dizendo que Santos Cruz é um infiltrado por trabalhar para destruir a revolução conservadora do novo governo. Pois lá foram todos. Com coisas tão ecléticas é evidente que se alguém ouvir, não falarão a mesma língua.

Bolsonaro vai para além de outras coisas, receber a homenagem da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos, que já rendeu muitos dissabores. Mas ele foi, deixando o general Mourão no comando do país mas já com o retorno dos chefes dos outros poderes.

Além da quebra do sigilo do senador Flávio Bolsonaro, que foi uma marolinha para nosotros, só a soltura de Temer ganha algum destaque. Prisão mal feita, soltura conseqüente. Fato evidente. Mas significa apenas um alívio para o ex-presidente. Sua agonia ainda vai continuar sempre com a sombra de uma nova prisão e um confronto que só lhe trará mais aborrecimentos.

Participando da reunião da Comissão de Orçamento, para falar sobre a Reforma da Previdência, o ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a afirmar que o governo vai continuar trabalhando para aprovar a Reforma e tentar economizar um trilhão.

A Reforma pode até ser aprovada, mas conseguir Um Trilhão, nem à pau, Juvenal! Em mais uma votação que não beneficiou o governo, a Câmara aprovou a convocação do Ministro da Educação, Abraham Weintraub, para falar sobre os cortes anunciados pelo governo para a área da Educação.

Não vai ter vida fácil. Ainda mais que em café da manhã com jornalistas o Ministro defendeu o ingresso de policiais nas Universidades e tratou estas como “torre de marfim”. Autonomia não significa soberania, concluiu o Ministro. Com declarações assim, o governo precisa de adversários?


Direto de Brasília,


Fonte: José Woitechumas


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