As Claras 

Um tsunami a atingir o governo





13/5/2019

Foto: EBC

Meus caros leitores, não sei se o Presidente Jair Bolsonaro pretendeu atiçar a capacidade de astrólogos, tarólogos, cartomantes ou adivinhos, ao falar da possibilidade de um tsunami atingir o Brasil esta semana. Quem sabe nos próximos dias.

Não me arrisco a palpites pois esta não é a minha formação como jornalista. Alguns até arriscam. Porém, há sinais de que o próprio presidente pode desencadear algo impactante. Ou então, pela cartilha de alguém deste ramo, tenha recebido sinais da tal hecatombe que anunciou. Como disse, há certos sinais que podem prenunciar algo semelhante.

Com o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre e ainda do Presidente do STF, Dias Tóffoli em Nova Iorque, pelo menos deles não partirá a ação prevista pelo Presidente da República.

Com estes personagens capazes de quase tudo fora, resta o próprio Presidente como possível e capaz de provocar abalos na vida dos brasileiros. Se fala sobre uma possível exoneração do Ministro da Secretaria de Governo, Santos Cruz, sob alegação de uma possível insubordinação do general no caso do comercial do Banco do Brasil.

Depois de interferir para suspender o comercial, Bolsonaro foi contraditado pelo general, que é seu subordinado. Se o assunto for este, não há nenhuma dúvida de que será um tsunami a atingir o governo. O Presidente também poderá mandar um projeto de lei ou emitir um decreto extinguindo o Fundão eleitoral e o Fundo Partidário. Só aí a União economizaria quase 4 bilhões. Mas aí sim vocês vão ter noção do que é um tsunami!

Um possível pedido de demissão do ministro Sérgio Moro, em razão do anúncio precoce do Presidente de que pretende nomeá-lo para o STF, um ano e meio antes desta possibilidade se tornar viável, só serve como desconforto para o abnegado ministro. Que teria desmentido o presidente de que há um “compromisso” neste sentido. Seria também uma onda gigantesca a se abater sobre o Brasil. Vejo como improvável esta possibilidade. Porém, “no creo em brujas, pero que las hay, las hay”! Inimaginável seria uma saída do ministro Paulo Guedes do governo.

Percebam que todas as questões parecem improváveis porém não inadmissíveis. Portanto, há que se ter cuidado no falar. A palavra de uma autoridade tem muita responsabilidade. Seus atos não pertencem ao próprio quando se é uma pessoa pública. MaIs do que isso, com responsabilidade pública. Um espirro pode significar um prenúncio de epidemia.

Na falta de assunto, recomenda-se ouvir o que os outros têm a dizer. Se foi só um “sustinho”, Presidente, melhor que seja só isso mesmo a história do tsunami. Se não for, é o tipo de catástrofe com efeitos imprevisíveis. Que não faltará quem diga que existirá um culpado.


Direto de Brasília,


Fonte: José Woitechumas


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