As Claras 

Os comandantes do Titanic estão no Congresso e sabem que, neste rumo, o navio vai naufragar.





12/5/2019

Foto: EBC

Meus caros leitores, não consegui detectar ainda de onde pode vir o tsunami previsto e alardeado pelo Presidente Jair Bolsonaro. No entanto, posso afirmar que não serei pego desprevenido. Não chega a ser tsunami qualquer decisão emanada das suas excelências de toga. Libertar Lula para o país seria um desastre. A questão é como nos prevenir contra ele.

Quem nos protege do STF? E agora do STJ? Do Palácio do Planalto não vejo muita possibilidade de algo que signifique um desastre. Se algum ministro resolver pedir o chapéu ou o boné, não será surpresa. Já indaguei muitas vezes quem são os interlocutores do governo para a área de comunicação.

Inicialmente algumas decisões até foram necessárias, mas a continuidade sem solução emperra, gera equívocos e a Secom é estratégica para o governo. Não argumentem que nesta área não foram encaminhadas sugestões de quem entende do riscado. Se não foram levadas em consideração que expliquem ao Presidente Jair Bolsonaro. Ele conhece os profissionais e suas competências.

Não creio que tenha chegado até ele. Com relação a possibilidade de tsunami, todos os indicativos, os raios, trovoadas e a presença de nuvens negras, já alertei aqui, vêm do Congresso onde tudo o que o governo propôs, algumas coisas equivocadas e que poderiam e serão revistas, tudo bem. Mas há uma ação nítida e clara de má vontade.

Seja pelo estilo do novo governo de não fazer toma lá dá cá, seja por sua incapacidade de organizar uma tropa para o enfrentamento. Rodrigo Maia já declarou que é candidato, “em qualquer circunstância” à sucessão de Bolsonaro. Alguma coisa já dá para entender porque as pautas de interesse interna corporis são votadas como celeridade, como o Orçamento Impositivo e outras, emperradas.

Rodrigo, parte do MDB, o Centrão e até Davi Alcolumbre, tentam desde algum tempo tornar o governo refém de suas vontades num parlamentarismo de ocasião. O site Coluna Política, do jornalista Ronaldo Nóbrega, mostra uma onda gigantesca se formando e que pode ser sim um tsunami devastador.

Não sei se é a isto que se refere o Presidente da República. Mas o jornalista Nóbrega sinaliza para o quê o governo tem que prestar atenção: “o projeto de Lei que abre os Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social está parado na Câmara aguardando parecer do deputado Hildo Rocha, MDB/MA, que é o relator do PLN 4/2019 na Comissão Mista de Orçamento.

Pois este projeto, se não votado até 3 de junho, portanto necessita de votação prioritária, vai desencadear a onda. Se parte do MDB continuar sentado encima, com a complacência de Maia, o governo poderá ficar sem verbas para pagar algumas despesas como o Benefício de Prestação Continuada, o tal BPC, de alçada do Ministério da Economia, que poderá ficar ainda sem verba para pagar a Renda Mensal Vitalícia, as Transferência de Renda do Bolsa Família.

Se isto não bastasse, o Ministério da Cidadania tem ameaçado os programas de Compensação ao Fundo do Regime Geral da Previdência Social, as Indenizações e Restituições relativas ao PROAGRO e a Subvenção Econômica em Operações de Financiamento dos Programas de Sustentação do Investimento, o PSI. Isto sim será um desastre.É só um alerta. Não dá para ficar brigando por vaidades ou achando que alguns entendem de tudo.

A selva política e de comunicação é diferente. Os comandantes do Titanic estão no Congresso e sabem que, neste rumo, o navio vai naufragar. Mas eles já tem seus barcos e salva-vida. Que não dá para todos. O governo precisa decidir se embarca nesta viagem ou salta antes do navio deixar o porto. Ou pelo menos garanta a sua cota de bóias, botes e salva-vidas. Se é a isto que o senhor se refere, Presidente, nós já estamos preparados. Não embarcamos nesta viagem.

Direto de Brasília,


Fonte: José Woitechumas


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