As Claras 

Napoleão já empregava esta tática: dividir para vencer.





5/5/2019

Foto: EBC

Meus caros leitores, confesso ter dificuldade em assimilar que o Presidente da República não tenha percebido que a maioria das polêmicas incentivadas sobre seu governo tem endereço certo e objetivos concretos. Napoleão já empregava esta tática: dividir para vencer.

Há alguma coisa mais conhecida do que semear a discórdia, fabricar inverdades entre grupo de amigos, de categorias e até mesmo nas famílias, para com isso destruí-las? Foi o que se viu neste domingo.

É evidente que o escritor e filósofo Olavo de Carvalho teve participação em determinado momento da campanha de Jair Bolsonaro. Ter protagonismo agora, é outra discussão. Conhecendo os personagens como conhecemos, dá para duvidar da fidelidade do general Santos Cruz com relação à Bolsonaro e ao Brasil?

Não vou repetir a biografia dos dois, Olavo e Santos Cruz, por desnecessário. Não é isto que está em jogo. Dividi-los, intrigá-los, semear a discórdia, é parte de uma estratégia. Senhores, é difícil de perceber isso?

Alguém teve papel mais saliente, mas evidente e até ostensivo do que certa emissora e outros veículos, na tentativa de destruir uma candidatura no início, meio e fim de sua caminhada? E há alguma dúvida de que esta tentativa ainda não cessou? Quem ganha se o presidente cair nesta armadilha, manifestando preferência por algum dos seus apoiadores? Substituirá Olavo por alguém de igual histórico para sua vitória? Seus filhos também serão afastados? Alguém imagina que isto possa acontecer? Quem irá substituir Santos Cruz? Haverá algum general que se habilitará para tal missão, com igual perfil, fidelidade e credibilidade? Santos Cruz esteve com Bolsonaro ontem à noite. Vai Sair?

Ou se sair, Jair não escalará ninguém da caserna e aí liberará para que a Secom volte a ser como já foi? O que aliás está sendo mantido com o tal MediaCard, privilegiando só os grandes, fiéis incondicionais a qualquer um que ocupe a Presidência, como se viu até hoje?

Todos os que participaram desta articulação para mudança, por não aturarem mais a roubalheira, a destruição da família e dos conceitos morais e éticos, os corruptos e ladrões do dinheiro público, não percebem que todas as dificuldades que agora se apresentam, é para fazer por estes meios, aquilo que não conseguiram através do voto? Querem o quê em pouco mais de 100 dias de governo?

Os militares tiveram e têm um papel fundamental na condução desta transição para um país melhor. Semear a desconfiança, a discórdia, deslustrar biografias, não é um bom caminho. Assim como não escutar as vozes civis, aquelas que falam para construir, desapegadas de desejos inconfessos.

Há lugar para todos. Quando a alma não é pequena. Todos os que apostamos em melhores dias temos que trabalhar para isso. Para atrapalhar já existem muitos. Não criemos mais. O Presidente é da República e para tal tem que trabalhar. Para todos. Precisa ter sensibilidade e coragem neste momento. Para perceber que o que está aí é uma armadilha e coragem para desmanchá-la, prestigiando e apoiando quem sempre esteve ao seu lado. Sob pena de naufragarmos todos. O Brasil inclusive.


Direto de Brasília,


Fonte: José Woitechumas


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