As Claras 

A luta é desigual, mas vai continuar. Não se sabe até quando.





2/5/2019

Foto: EBC

Meus caros leitores, há movimentos superficias que são executados que parecem pretender mudar alguma coisa mas na realidade, é para deixar tudo no mesmo lugar. Isto se vê muito em política e já tenho mais de meio século de experiência no ramo. Idêntico no de jornalismo. Perceber estas mudanças é como mexer na água, sujá-la, para esconder o peixe.

Transcrevo aqui um artigo publicado no site ColunaPolítica, do jornalista Ronaldo Nóbrega, que bem retrata uma realidade que deve e deverá ser transformada pelo novo governo que aí está a mais de 100 dias. Seu titulo é elucidativo: “Destinar maioria da verba publicitária para a grande mídia é um mau negócio para Bolsonaro”.

No artigo o jornalista afirma que “embora Jair Bolsonaro tenha se elegido sem o apoio dos grandes canais de mídia, o dinheiro do governo para a publicidade oficial permanece nas mãos dos grandes conglomerados publicitários. Segundo dados da Secom, prossegue o artigo, no primeiro trimestre de 2019 foram veiculados R$ 13,3 milhões de reais em publicidade, o que significou uma redução de 60% dos gastos se comparado com o ano anterior,2018, na gestão Temer.

Mesmo assim, desses13,3 milhões, mais de umm terço (R$4,5 milhões) são destinados a 3 grandes conglomerados. Para a Rede Globo foram destinados mais de 1, 9 milhões, ao SBT 1,4 milhão e para a Record 1,2 milhão.

Diz o jornalista Ronaldo Nóbrega em seu artigo, que “essa concentração de dinheiro, 34%, em poucas empresas de mídia, não reflete o apoio dos canais independentes, das redes sociais, de portais de noticias e de outros veículos não tradicionais que defenderam Bolsonaro nas eleições. Segundo uma reportagem da Folha de São Paulo, prossegue o artigo, os gastos do governo são muito maiores neste primeiro trimestre de 2019, cerca de 75 milhões.

Porém o dinheiro para os conglomerados permanece igualmente concentrado, (33%). Mais adiante, prossegue o artigo, “o governo precisa dar o devido valor aos pequenos e médios veículos de informação que foram determinantes para a vitoria do Presidente da República e de tantos outros parlamentares que compõem a base do governo”.

Recomendo a leitura da íntegra deste artigo no site ColunaPolítica e vou solicitar ao autor a legislação em que se baseou sobre a distribuição da verba publicitária oficial. Acrescento, baseado nos anos que convivo com este cenário, que a expectativa é de que o governo fuja da armadilha chamada MidiaCard, ou algo semelhante, que foi um instrumento escolhido especialmente pelos grandes conglomerados, baseado na audiência, muitas delas fictícias, outra em razão dos oligopólios que se formaram e que inviabilizam os emergentes.

Este instrumento está sendo demolido graças as mídias sociais e a internet. É preciso determinação e coragem para enfrentar os oligopólios, e não só os da comunicação, mas este é essencial para quem se elegeu contra tudo e contra todos e, claramente contra alguns veículos conhecidos e até nominados pelo próprio Presidente Jair Bolsonaro.

Continuar alimentando-os com as privilegiadas verbas federais é dar condições para que um inimigo declarado continue fustigando. Além de frustrar os eleitores que acreditaram que as mudanças viriam, e creio que virão com a nova Secom, inclusive nesta relação já fartamente citada. A luta é desigual, mas vai continuar. Não se sabe até quando.

Direto de Brasília,


Fonte: José Woitechumas


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