As Claras 

Que tipo de interesse haveria numa entrevista com Lula?





29/4/2019

Foto: EBC

Meus caros leitores, evidentemente que para certos assuntos, como este da liberação de Lula para entrevista, que mais pareceu um comício ou uma convocação de “rede amiga”, e a minha intenção manifestada no comentário de ontem de entrevistar outros presidiários como Marcos Valério, Eduardo Cunha, Antonio Palocci e de quebra o Marcola e o Fernandinho Beira Mar, esbarra apenas em poucos detalhes. Augusto e Newton, dois experimentados causídicos, me alertam para não só consultar os possíveis entrevistados para saber se eles tem disposição para falar e o “interesse público” de tais entrevistas.

Evidente que perguntei para outras pessoas que tipo de interesse haveria numa entrevista com Lula? O que ele teria para oferecer além das besteiras, das acusações e da sua propaganda como “o poderosos chefão”, que tudo pode, o que mais nos interessaria?

Se revelasse como e porque escolheu Dilma, onde foi parar o dinheiro do acordo com Hugo Chávez, como foi acertado o pagamento dos empréstimos par Cuba, Venezuela, Congo e outras ditaduras mundiais, poderia nos interessar.

A compra de Pasadena, das plataformas petrolíferas, a criação da Sete, empresa responsável pelas sondas, e daí prá frente. Como foi a negociação para que seus filhos ficassem ricos em tão curto tempo, a morte de Celso Daniel, de Toninho do PT e quem paga a conta altíssima de seus advogados. Nada disso veio. Então me responderam, fora disso, interesse nenhum! A minha preocupação com meus possíveis entrevistados está resolvida.

Por exemplo, o que nos revelaria numa entrevista o carequinha Marcos Valério, o único daquela turma do mensalão que pegou uma cana braba. Porquê silenciou? Como foi sua vida na cadeia? O caixa dois das campanhas? O que sabe da morte de Celso Daniel já que estava enfronhado com a turma? Quem não gostaria de saber?

A entrevista com Antonio Palocci então renderá um bestseller e certamente milhões de visualizações. Imaginem se resolver contar às lentes do Direto de Brasília o que sabe sobre as negociações com a JBS, com os banqueiros, os financiamentos do BNDES, as Medidas Provisórias para beneficiar empreiteiros, empresários, banqueiros e a “cumpanherada”?

E vai entrar aí também a aquisição dos jatos suecos, as sondas, o pré-sal, e o episódio com o caseiro Francenildo, que o derrubou pela primeira vez! A com Eduardo Cunha, certamente será mais pesada. Ele sabe muito sobre o envolvimento de parlamentares com a bandalha. Dizem que tem um capítulo só para um personagem hoje no primeiro plano do estrelato.

São entrevistas de verdadeiro interesse público, afinal, o preceito é bíblico: “conhecerás a verdade e esta te libertará”! Inclusive com o fim do cinismo. É claro que vamos nos preocupar com as Reformas, os projetos de educação, saúde e segurança para o Brasil, mas nada impede que você conheça fatos que poderão ajudá-lo a entender porque muitas coisas ainda continuam acontecendo e impedindo avanços.

O que nos propomos é revelar aquilo que muitos, colegas inclusive, não têm interesse. Mas o público sim. Jornalismo levado à sério é isto. O resto é publicidade e propaganda.


Direto de Brasília,


Fonte: José Woitechumas


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