As Claras 

Cuiabá chega ao seu tricentenário





8/4/2019

Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito é parada obrigatória para visitação e fotografias dos turistas. Foto: Flávio André/Banco de Imagens MTur Destinos

Um espaço verde com 10 mil árvores nativas, trilhas, áreas esportivas, equipamentos para atividades físicas, iluminação especial e área específica para pets, batizado de "ParCão", é o novo atrativo de Cuiabá para as famílias e os turistas que visitam a capital mato-grossense. Fundada em 8 de abril de 1719, durante o ciclo do ouro, Cuiabá completa, nesta segunda-feira (8), 300 anos. A atual capital cresceu ao longo dos rios Coxipó e Cuiabá. Antes, foi Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá e, mais tarde, Vila Bela da Santíssima Trindade. A cidade é o centro geodésico da América do Sul, ficando equidistante 1.600 quilômetros dos oceanos Atlântico e Pacífico.

Cuiabá é conhecida como a “cidade verde”. Vários parques integram o roteiro turístico cuiabano, entre eles, o Parque Mãe Bonifácia, com área equivalente a 70 campos de futebol. São cinco trilhas, espaços recreativos e de esportes, além de fauna e flora típicas do cerrado. Já o Parque Tia Nair é um dos mais belos cartões-postais da cidade, dividido por áreas esportivas, de lazer e de contemplação da natureza, com opção de passeio ecológico. Outra atração do parque é o mirante, acessado por meio de uma passarela que leva o visitante a uma ilha. Ali, a visão toda iluminada do lago, à noite, deixa o parque ainda mais bonito.

Já o Parque das Águas é um dos cartões postais mais visitados de Cuiabá. Entre outros atrativos, possui uma fonte luminosa, que lança jatos de água de até 70 metros de altura, todos iluminados e “dançando” conforme o ritmo das canções tocadas. Além das apresentações do Show das Águas, tem também um túnel de água de 14 metros de extensão e o Splash Zone, onde crianças, adolescentes e até adultos se divertem com os jatos de água coloridos que “brotam” do chão.

De volta às origens, o turista encontra no Centro Histórico de Cuiabá, o casario colonial tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Entre outros atrativos, o visitante poderá conhecer o Calçadão de Cuiabá, o Museu Histórico de Mato Grosso e o Arsenal da Guerra, hoje um centro cultural. O antigo Mercado de Peixes atualmente é o Museu do Rio Cuiabá. Já o Museu de Pré-História, em um casarão de 1842, tem exposição de arqueologia e paleontologia com fósseis de preguiças gigantes, dinossauros e animais marinhos, que revelam que a Chapada dos Guimarães já foi mar.

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, em estilo barroco, é um dos marcos de Cuiabá. O templo foi erguido por escravos em 1730, próximo ao córrego da Prainha, onde os bandeirantes descobriram o ouro que impulsionou a colonização da região. Integram o roteiro as igrejas do Bom Despacho e do Nosso Senhor dos Passos. Já a catedral dedicada ao Senhor Bom Jesus de Cuiabá, inaugurada em 1973, ocupa o local da antiga matriz colonial, de 1722, que foi demolida em 1968.

Para os turistas que desejam conhecer os ingredientes da gastronomia cuiabana, que tem misturas criativas com sotaque regional, o Mercado do Porto é parada obrigatória. O centro de comércio e abastecimento da cidade conta com os mais variados produtos. Os feirantes vendem de peixes pantaneiros a farinha, que integram o cardápio diário local, além de queijos, doces regionais, frutas da estação – notadamente do cerrado –, além de legumes e verduras recém-colhidos. Já a Casa do Artesão reúne cerâmica, tecelagem, artefatos indígenas, doces e licores caseiros. O bairro ribeirinho de Goiabeiras é um dos polos da gastronômico e do artesanato cuiabano.

ARREDORES - Cuiabá é a porta de entrada dos turistas que buscam de natureza e aventura em destinos mato-grossenses. Eles visitam, principalmente, a Chapada dos Guimarães (69km), com paredões, mirantes, cachoeiras e grutas; o Pantanal Norte (100 km), região alagada e de vida silvestre exuberante; e Nobres (150km), com rios e cachoeiras de águas cristalinas, além dos destinos amazônicos situados ao norte do Mato Grosso.

Fonte: Ministério do Turismo


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