As Claras 

'O trabalho está matando as pessoas e ninguém se importa'





27/3/2019

Foto: EBC

Meus caros leitores, sei que os fatos do dia deveriam se impor a outros que não tenham tanta repercussão ou rendam audiência e visibilidade.

Por exemplo, a tentativa de retirar a corrupção do pacote anticrime na Câmara dos Deputados, a aprovação do Orçamento Impositivo com os votos do PSL, os atos de violência entre estudantes do Mackenzie em São Paulo que impediram a ida do presidente da República ao educandário , o presidente da Câmara lembrar que é filho de exilado político e por isso não defende as homenagens ao 31 de março pelo presidente da República e a proposta de dar um cartão de abastecimento para os caminhoneiros para evitar a greve. Dentre outras coisas.

Mas gostaria de colocar uma matéria que foi publicada ontem e que acho oportuna em razão do que muita gente passa no seu dia a dia e não percebe. A carga de trabalho aumentada com o período de deslocamento de casa para o trabalho e deste para casa. Além de certos serviços desgastantes.

'O trabalho está matando as pessoas e ninguém se importa', diz professor de Stanford, Jeffrey Pfeffe. Ele não considera que sua frase "trabalho está matando as pessoas e ninguém se importa" seja uma metáfora. Argumenta que sua tese é baseada em pesquisas realizadas durante décadas tanto em seu país como em outros lugares do planeta.

Em seu último livro, "Morrendo por um salário" (em tradução livre do inglês), ele argumenta que o sistema de trabalho atual adoece e mata as pessoas.

Na obra, Pfeffer conta o caso de Kenji Hamada, um homem de 42 anos que morreu por causa de um ataque de coração quando estava em seu escritório em Tóquio. Hamada trabalhava 75 horas por semana e, todos os dias, demorava cerca de duas horas para chegar ao trabalho. Pouco antes de sua morte, Hamada havia trabalhado 40 dias seguidos sem folga - sua esposa contou que ele estava extremamente estressado.

Na publicação, o pesquisador fala dos efeitos de um sistema de trabalho que muitas vezes se torna "desumano" por excesso de carga laboral. Segundo evidências compiladas por Pfeffer, 61% dos trabalhadores americanos consideram que o estresse lhes causou problemas de saúde; 7% dizem que já foram hospitalizados por causas relacionadas ao trabalho. O pesquisador estima que o estresse esteja relacionado à morte de 120 mil trabalhadores americanos.

Portanto, além da minha carga de trabalho, acompanhar este debate insano sobre a Reforma da Previdência, que não se consegue explicar direito e o Paulo Guedes é um só, não está fácil.

Um Conselho, não deixe de acompanhar, mas se puder fazer outras coisas mais prazerosas, faça. O stress mata. Não leve estas coisas tão a sério quanto elas possam parecer. Deixe para os seus e nossos representantes assumirem o problema.

E façam jus aos salários e outras benesses que nós lhes proporcionamos. Quem sabia alivia um pouco sua tensão.


Direto de Brasília,


Fonte: José Woitechumas


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