As Claras 

O jogo dos adversários é este mesmo, dividir para somar.





25/3/2019

Foto: EBC

Meus caros leitores, alguma dúvida quanto a soltura de Michel Temer, Moreira Franco, coronel Lima e outros envolvidos em denúncias de corrupção e presos semana passada? Para minha modesta opinião, era só uma questão de tempo.

Não sou advogado ou jurista mas a denúncia de que foram presos porque estavam destruindo provas e manobrando para eliminar provas e obstruir a justiça, era frágil. É preciso uma rede mais robusta para prender peixes graúdos.

Isto não assegura à quadrilha que o Ministério Público diz que está formada e atuou desviando mais de um bilhão, liberdade definitiva. Também é uma soltura baseada em liminar que pode ser cassada.

Então, quando se debate o endurecimento das penas, que a justiça seja abrangente e eficaz, uma soltura dessas nos parece mais um desaforo. Neste país se reforça a convicção de que prisão é só para quem não tem advogados renomados com suas bancas caríssimas. Que agora se vê, custeadas por dinheiro surrupiado por estas quadrilhas do cidadão contribuinte. Portanto, que suas excelências de toga prestem atenção pois o povo também cansa de tanta leniência com poderosos.

Quanto as escaramuças entre executivo e legislativo em torno da Reforma da Previdência, o Presidente Bolsonaro deu uma pequena contribuição, um extintor, insuficiente para conter as chamas, apenas para amenizá-las. Faz bem em pregar o foco na pacificação e na previdência. Não é suficiente.

Precisa assumir o comando, conversar com os deputados, os presidentes de partidos, as lideranças. Tem que chamar para si a luta pela aprovação da matéria. Paulo Guedes volta ao Congresso hoje e tem se demonstrado incansável na tarefa de convencimento. Trabalha bem e isto tem que ser reconhecido. Mas precisa mais ajuda do conjunto do governo.

E o líder do PSL faria muito melhor se entendesse que a reforma não é um projeto do Governo ou de Bolsonaro, que estudasse melhor a necessidade da população e não da corporação. E se o governo não possui o apoio total da bancada de seu partido é muito mais por causa dos que olham para o próprio umbigo do que ao seu redor.

É evidente que ganhará alguns minutos de notoriedade se atacar o governo. Mas esquece que o jogo dos adversários é este mesmo, dividir para somar. E não é só uma questão de matemática, mas de lógica. Que fica difícil para marinheiros de primeira viagem entenderem.

Isso o governo também deve compreender. Mesmo que dê mais trabalho, a persistência e a paciência serão armas necessárias para alcançar o objetivo maior.


Direto de Brasília,


Fonte: José Woitechumas


Comente esta notícia:

Comente esta notícia:

Nome:      E-mail: 

Comentário:





Últimas noticias