As Claras 

Cuidados paliativos oferecem qualidade de vida a pacientes no HRC

Equipes ajudam pacientes e familiares a lidar com a condição clínica






29/8/2017

Foto: Brito

– Uma gestação vem, na maioria das vezes, cercada de sonhos com o bebê cheio de saúde e voltando do parto direto para o quarto preparado para ele. Mas, nem sempre as coisas saem conforme o planejado e a permanência no hospital pode tornar-se longa, em razão de doenças crônicas, quase sempre, neurológicas e/ou metabólicas.

Pensando na dor dos pais e crianças nessas condições, profissionais do Hospital Regional de Ceilândia passaram a oferecer, ainda em 2010, um trabalho que viesse a proporcionar melhor qualidade de vida para essas famílias. "Em 2015, descobrimos que tudo que fazíamos estava dentro que se chamada de cuidados paliativos. Assim, desde então, fazemos parte da Equipe Interconsultora de Cuidados Paliativos", conta a psicóloga Thatiana Gimenes.

A equipe - formada por médico, enfermeiro, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo, nutricionista, assistente social e professor de classe hospitalar - desenvolve diversas ações com os pais e as crianças. "Estimulamos a convivência e preparamos essas famílias para receber essa criança em casa, em internação domiciliar", diz a psicóloga.

A estimulação vem por meio de brincadeiras, seja na brinquedoteca ou no próprio leito, música, contação de história e até comemoração de aniversário com direito a festinhas. A conversa com os pais também é constante.

ATENDIMENTOS - No hospital desde que nasceu, Pietro Gomes, de 1 ano, é um dos atendidos pela equipe. A mães do pequeno, Jéssica Roberta Gomes, não arreda os pés do leito, para cuidar do menino que nasceu com paralisia cerebral devido à falta de oxigênio no cérebro na hora do parto. "A vinda dos profissionais até a gente ajuda bastante, tranquiliza. Elas nos ensinam muita coisa", diz Jéssica.

Desde sua criação, há sete anos, cerca de 30 crianças já passaram pela equipe de cuidados paliativos. "E mesmo depois que a criança morre, continuamos atendendo aqueles familiares", ressalta a psicóloga.

ADULTOS – Recentemente, o HRC também passou a oferecer o mesmo tratamento para adultos internados na unidade. "Os médicos solicitam parecer da equipe de cuidados paliativos e toda quinta-feira vamos até as alas para fazer isso", diz Thatiana Gimenes.

A equipe, também multiprofissional, é diferente daquela que cuida das crianças. "São três nutricionistas, três psicólogos, uma farmacêutica e um assistente social. Também contamos com um residente em psicologia e um de nutrição", elenca a psicóloga.

Desde janeiro deste ano, quando o projeto começou a ser executado, 31 pacientes já foram atendidos. Desse total, 77% são idosos, a maioria do sexo feminino (71%) com diagnóstico de demência, câncer e crise hepática.

Fonte:  Alline Martins, da Agência Saúde


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