As Claras 

DEPUTADOS APROVAM O DISTRITÃO E O FUNDO PARA CUSTEIO DAS ELEIÇÕES: 3 bilhões e 600 milhões!





10/8/2017

Foto: EBC



Meus caros leitores, por viver muitos anos no planalto e dentro da mais complexa Casa dos Três Poderes, o Congresso Nacional, por mais de 30 anos,um afastamento provisório para viver na planície por alguns tempos, de retorno, vejo com mais nitidez, aquilo que parece ter transformado deputados e senadores em seres de outro planeta.

Sei como se comportam em suas bases, mas quando aqui chegam, vivem o seu mundo, planejam tudo pela sobrevivência deste mundo, não importando quais os reflexos de suas decisões sobre exatamente aqueles que os elegeram. É do conhecimento geral que vivemos uma situação econômica, social, financeira, fiscal, ética e de moral, muito grave. Saúde, Educação e Segurança são os mais evidentes. As ruas tem se transformado em verdadeira batalha pela sobrevivência.

É uma guerra desigual pois só um lado possui armas e, graças as ações de muitos que se arvoram paladinos dos direitos humanos, o direito de matar, assaltar, estuprar. É muito mais dura a realidade do que as aqui retratadas. Não pode ser considerado incapaz ou não sujeito aos rigores da lei quem, aos 15 anos, sai de casa “com vontade de matar alguém”. E mata. Como foi o caso de uma professora numa das quadras aqui de Brasília, assassinada a facadas por um adolescente de 15 anos.

Não tenho nenhum receio de propor a revisão urgente do Estatuto da Criança e do Adolescente. Bem como do Código Penal, no que se refere as punições de crimes graves. Mas mesmo diante destes fatos, que deputados e senadores não podem ignorar, eles aqui estão somente “pensando naquilo”! Qual seja, a sua sobrevivência política, a reeleição para seus cargos. Para isso, estão discutindo uma legislação eleitoral que deveria ser nova, inclusive nas intenções. Não é. Os deputados aprovaram o Fundo Partidário em Defesa da Democracia.

Três bilhões e 600 milhões! Esta decisão dos deputados, segundo o Presidente da OAB nacional, Cláudio Lamachia, está "verdadeiramente empenhada em esgotar o pouco de paciência que ainda resta aos eleitores". Segundo ele, aumentar o fundo partidário é "zombar" do cidadão que paga impostos e não tem, em contrapartida, serviços públicos "de qualidade". Para ele, é uma contradição aprovar a criação do fundo em meio à crise econômica que o país enfrenta, com falta de recursos para áreas como educação, saúde e segurança”.

É exatamente refletindo sobre estas afirmações que indago qual a sua relação, caro cidadão, com os seus representantes? Com o que fazem aqui! O mesmo me refiro aos defensores do maior esquema criminoso que se instalou no país. Roubaram tudo, inclusive, parece, a capacidade de indignação da nossa população. Como sou otimista, espero que seja uma atitude de pretensa passividade para dar a resposta nas urnas, no ano que vem. Lembro apenas que, deixando-os livres para agir, pode ser que, com todas as artimanhas e artifícios que estão criando, pouco sobrará de espaço ao eleitor para demonstrar sua rejeição ou indignação.

O combate se trava no dia a dia. Novamente aqui, com mandato e o poder de elaborar as leis, só um lado está armado nesta batalha. Infelizmente.


Direto de Brasília,

Comentário político de José Woitechumas direto de Brasília. Sexta-feira 11-08-2017

Fonte: José Woitechumas


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