As Claras 

CHACINA PROVOCA REFLEXÃO SOBRE OUTROS CRIMES COMETIDOS NO PAÍS. PRINCIPALMENTE OS DOS COLARINHOS BRANCOS.





4/1/2017

Foto: EBC




Meus caros leitores, evidentemente que continua repercutindo a chacina de Manaus onde 56 presos foram mortos. Uma briga brutal. Que se ensaia em diversos outros presídios do país. O que demonstra que o ministro da Justiça, que visitou o local, não deixa de ter razão: não se pode ligar as mortes dos presos somente por briga de facções. Até porque, fora dos presídios, a violência não pode ser atribuída apenas a facções.

Já se sabe com suficiência de provas e evidências, de que políticos, partidos e empresários estão ligados no chamado “crime organizado”. E este comete crimes de várias maneiras. Traficando drogas e armas assim como influencia para o roubo e a corrupção. Que provocam mais danos que os crimes praticados por estas facções.

Fez bem o Presidente da República em não fazer os costumeiros espetáculos midiáticos e mandou quem tem competência e responsabilidade para tanto, o Ministro da Justiça. Até porque, esta é apenas uma das muitas tragédias anunciadas, latentes num país devastado após anos de desleixo, incompetência e fisiologismo. Sem contar com o roubo do dinheiro público que, se bem aplicado, poderia evitar estes e outros desastres que se registram cotidianamente em nosso Brasil. Alguns advogados chegaram a comentar que muitos dos presos morreram por não terem dinheiro para custear suas defesas. Também é verdade.

Portanto, se questiona porque advogados dos mais caros do país só defendem criminosos ricos como se fossem inocentes. Arranjam e trabalham baseados não só nas brechas das leis brasileiras, mas também nos meandros que a justiça oferece para a protelação e até mesmo a barganha política. Neste aspecto, trago mais uma vez, para a reflexão geral, reafirmando que em qualquer categoria profissional existem os honestos , a palavra de um dos mais renomados juristas deste país, Heráclito Fontoura Sobral Pinto que ensinou que o advogado é o primeiro juiz da causa.

Se o cliente matou alguém, o doutor que o defende não pode negar a existência do homicídio — tampouco alegar que o autor do crime, ao atirar no peito da vítima, no fundo pretendia explodir a própria testa. O papel reservado a advogados éticos, explicou o grande jurista, é a apresentação de atenuantes que abrandem a pena e, caso tornem justificável o assassinato, livrem o cliente da prisão. Os que exterminam a verdade não são mais que rábulas dispostos a tudo para impedir que se faça justiça. A essa linhagem pertencem os doutores a serviço do ex-presidente metido (por enquanto) em cinco casos de polícia. E a quem, sem sombras de dúvida, se atribui grande parte da responsabilidade dele e de sua sucessora, pelas mazelas por que está sendo o Brasil obrigado a passar.


Só para exemplificar o tamanho da crise, os pedidos de recuperação judicial de empresas deram um salto de 44,8% em 2016 sobre o ano anterior, para 1.863 casos, recorde da série iniciada em 2006, segundo a empresa de informações de crédito Serasa Experian. “Houve deterioração da saúde financeira das empresas brasileiras, ocasionando patamar recorde dos pedidos de recuperações judiciais" disse a Serasa Experian.

As micro e pequenas empresas lideraram os pedidos de recuperação judicial, com 1.134 casos, seguidas pelas médias (470) e grandes (259). Portanto, identificar responsáveis pelas chacinas nos presídios pode até não ser tão difícil, mas certamente não será fácil punir os autores dos crimes do colarinho branco.


Direto de Brasília,

Comentário político de José Woitechumas direto de Brasília. Quarta-feira 04-01-2017

Fonte: José Woitechumas


Comente esta notícia:

Comente esta notícia:

Nome:      E-mail: 

Comentário:





Últimas noticias